Valley, o potencial grupo pop alternativo traz instrumental eletrizante e letras melancólicas 

Valley é um grupo indie pop canadense formado por Rob Laska (vocais), Michael Brandolino (guitarra), Alex Dimauro (baixo) e Karah James (bateria e vocais), em 2014. Situados em Toronto, os músicos se conheceram quando, de forma inusitada, duas duplas musicais - Cars & Guitars e National Parks - marcaram o mesmo horário em um estúdio de gravação. 

Com a situação inesperada, os músicos dividiram o período no espaço entre conversas e gravações. Dois anos depois, decidiram unir as duplas para formar uma banda mais sólida: a Valley. O primeiro lançamento do grupo foi o EP Car Test, em 2015, e rendeu um top 200, além de indicações no Toronto Independent Music Awards e comparações com a sonoridade de grupos como The 1975 e LANY.

No ano seguinte, foi a vez do segundo EP This Room Is White chegar. Produzido por conta própria, o material foi aclamado pela crítica e recebeu mais de 10 milhões de streams. A faixa Swim ganhou espaço nas rádios locais e foi uma das mais tocadas no período. O trabalho também marca o amadurecimento musical do grupo e seu crescimento em termos de reconhecimento e alçada, ao menos nos arredores de Toronto.

Em 2018, já parte da Universal Music Canada, lançaram Maybe Side A, primeira parte do álbum de estreia do grupo, que ficou completo na primavera do ano seguinte, quando Maybe Side B chegou ao mundo. Na primeira parte, estavam Maybe, There’s Still A Light In The House, Closer To The Picture, Loop Love, Namedropper, Push For Yellow (Shelter), enquanto A Phone Call In Amsterdam, Boys and Girls of 2018 And Everything in Between, Park Bench, Stock S.O, Bailey, Sports Car, Headphones, Nowhere Fast e Watery Brain fizeram parte do segundo lançamento.

A ideia de dividir o álbum em duas partes foi da gravadora. “No início, ficamos um pouco incomodados com a ideia. Nós entendemos isso, mas artisticamente não parecia certo. Mas funcionou muito bem porque, primeiro, lançar 15 músicas hoje em dia é muito para se consumir. Lançar 6 músicas por vez e, em seguida, olhar para trás como um corpo de trabalho, você meio que consegue os dois. Deu a cada música a oportunidade de brilhar”, contou Mike em entrevista à revista Beyond The Stage.

Após uma turnê em 2019 com o apoio de nomes como Lennon Stella e The Band Camino, o grupo retornou em 2020 com o EP sucks to see you doing better, com as faixas já lançadas em formas de single, nevermind  e hiccup. Neste trabalho, os jovens enfrentam um misto de sentimentos e tentam lembrar às pessoas que ouvirão as músicas que, por mais difíceis que os tempos pareçam, todos estão no mesmo barco.

“Alguns dos temas deste EP são sentimentos de autopiedade, ganhar ou perder um rompimento, renunciar ou abraçar sentimentos de apatia”, afirma a banda.

Os desejos e alinhamentos dos quatro integrantes parecem se encaixar perfeitamente. Multi-instrumentistas, todos aproveitam o máximo de seus esforços nas composições, gravações e inovações de ritmo e percussão. Com o apelo melancólico e nostálgico nas letras, Valley destaca-se nacionalmente e, aos poucos, expande sua presença para outros locais da América do Norte. 

Ouça Valley:

Sobre o autor

Luisa Pereira

Jornalista, escritora, editora-chefe e criadora do Lindie. Apaixonada por palavras, sempre estive acompanhada de um bloquinho de anotações. Espero um dia conseguir tocar as pessoas do mesmo modo que a Agatha Christie e o Tom Fletcher fazem com suas obras.

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