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Juliano fm Costa aparece encarando o espelho. Atrás do acessório, há a parede, igualmente bege. A janela, atrás de Juliano, aparece no espelho.
Juliano fm Costa supera medos e constrói seu “Barco Futuro”, primeiro álbum solo
Entrevistas

Publicado porRedação

em 11/08/2021

Texto por Luisa Pereira e Gabriela de Oliveira

Entre idas e vindas, adaptações e mudanças de rota, Barco Futuro, primeiro álbum de Juliano fm Costa, foi construído e lapidado para encontrar uma face ainda desconhecida pelo artista. Com 9 faixas, o disco é um processo de autoconhecimento, aceitação e entendimento da relação que o artista tem com a música e seus processos.

A história de Juliano com a música se confunde com a sua própria narrativa. Imerso nas melodias e construções musicais, aprendeu a tocar bateria, seu primeiro instrumento. Sua primeira composição veio aos 16 anos e, aos 24, montou a banda Primos Distantes, com Caio Costa. Anos mais tarde, depois de lançar um disco com a banda e passar um longo período em hiato, o artista resolveu libertar-se e investir em seu próprio disco. “Fiquei com muita composição na gaveta, pensava “será que vai pros Primos ou não?”, “será que um dia eu faço uma coisa minha?” e tal, até que quando eu decidi fazer um discão solo. Foi meio que uma decisão... foi bem forte assim, pra mim, que era uma coisa que eu não tinha cogitado antes”, contou ele em entrevista ao Lindie.

O processo de reunir as canções já escritas, montar os arranjos, gravar e produzir as faixas começou ainda em 2019. Antes da eclosão da doença, a dupla fez uma espécie de retiro musical, sem acesso ao mundo exterior por meio de chamadas ou da internet, por duas semanas, na Serra da Mantiqueira, em Monteiro Lobato, localizado na Grande São Paulo, para o registro de voz e bateria.

“Tem muita coisa que nem foi aproveitada de gravação daquela viagem, sabe? Mas ela serviu para criar o conceito subjetivo do disco. Ela serviu pra dar o clima. É como se aquela viagem tivesse temperado depois todas as nossas gravações”, relembra Juliano.

Pausado por conta da pandemia, os processos precisaram ser revistos e adaptados a situação, com as bases principais como guitarras, baixo, synth, teclados e violões sendo gravadas no home studio do produtor Renato Medeiros.

O disco também conta com a participação de Lucas Gonçalves (baixista da banda Maglore), que contribuiu executando alguns instrumentos em mais da metade do álbum. Outros nomes como Heberth de Souza, Carime Elmor e Carolina Medeiros também participaram da construção de Barco Futuro. O clímax visual do trabalho foi elaborado por Babette Costa, tanto na capa, como no restante dos materiais dos singles lançados anteriormente.

Com a autoria do disco, o cantor e compositor pode explorar as músicas de forma mais íntima e encontrar o seu próprio conceito em meio ao abstrato da explosão de ideias para a produção de Barco Futuro. “Ele tá meio que dentro de mim e às vezes é difícil de construir ele verbalmente, mas pensando a respeito do que aconteceu e porquê que eu escolhi esse nome, como as coisas foram rolando, eu acho que a relação que eu criei com essas músicas e com esse disco é meio que uma mistura entre muita liberdade e muito medo também, e muito risco. Mais risco do que medo”, explica.

Lindie: Como você está com esse lançamento? Você está ansioso? Qual sua expectativa?

Juliano: Eu tô. Faz um tempo que eu não faço um lançamento, a minha relação mais profissional com a música começou com um projeto que eu tinha - que eu ainda tenho - mas que lançou em 2014, que foi o Primos Distantes. Foi a primeira vez que eu de fato lancei um disco. Eu já tocava há muito tempo e tudo, mas que era uma coisa produzida e preparada de um jeito mais sério, digamos assim, né? E desde então a gente lançou mais uma coisa ou outra, mas eu fiquei muito tempo sem lançar e até essa decisão de fazer um disco solo ou não, fica muita coisa na cabeça, né? Fiquei com muita composição na gaveta, pensava “será que vai pros Primos ou não?”, “será que um dia eu faço uma coisa minha?” e tal, até que quando eu decidi fazer um discão solo. Foi meio que uma decisão... foi bem forte assim, pra mim, que era uma coisa que eu não tinha cogitado antes e depois que eu entrei nessa então eu fiquei muito tempo pensando a respeito, sabe? Em dar muito trabalho e, putz, dois anos, gravar, e aí veio pandemia também, aí o processo ficou outro sabe? Então eu tô ansioso pra caramba de finalmente lançar ele, sabe? Falar “Opa! Beleza, tá aí, tá no mundo!”, até pra eu poder pensar em outras coisas também, sabe?

Lindie: E quais as diferenças que você destaca entre fazer um lançamento com o Primos Distantes e fazer um lançamento solo?

Juliano: Cara… eu e o Caio, a gente é amigo desde criança, né? Que é minha dupla no Primos Distantes. Então era uma coisa meio... era uma aventura e a gente tinha com quem compartilhar, sabe? As minhas ansiedades, os medos e até as alegrias, assim, era tudo meio que cinquenta por cento, sabe? Porque se tinha alguma coisa que eu ficava tenso, falava com o Caio que podia me acalmar, ou se ele tava tenso, eu tava de boa em algumas outras coisas e aí a gente ia levando mais na boa, né? Sozinho é mais fácil de você ficar enrolando com o pensamento na cabeça. Assim, é mais difícil de ter uma confirmação de que aquela decisão é a certa, pra tudo, pra todas as etapas, porque, assim, é um disco solo. O disco é meu, mas ao mesmo tempo também eu chamei o Renato Medeiros para produzir, que também é um amigão de muito tempo e ele também toca no Primos e tal, então pelo menos eu tenho essa essa chance de dividir muita coisa com ele, sabe? Porque o cara produziu e ele faz parte do disco de uma forma muito completa. Não é como o caso de uma pessoa que chega pra alguém que não conhece, chama pra produzir e aí fica uma coisa mais mecanizada. É como se fosse só uma prestação de serviço, de produzir, né? Com o Renatinho foi desde o zero, desde as conversas lá na era do Primos, desde ficar conversando, mostrar a busca um pro outro e tal, então a gente foi construindo uma casinha de som, foi tudo muito espontâneo de rolar. Então essa parte tá sendo boa de dividir com ele, essas decisões, quando são decisões grandes, importantes, principalmente musicais, do disco, aí eu me sinto mais seguro, porque tem alguém que tá no mesmo barco que eu. Também por outro lado tem coisas que são só minhas, porque afinal de contas o disco é meu, então tem coisas que eu tenho que bancar, sabe? Tem uma puta liberdade, meio que cê pode fazer tudo, mas aí também quando você pode fazer tudo, cê começa a ficar com a chance de não fazer nada, então tem sido quase todos os clipes, tô fazendo quase todas as etapas. É isso, tem sido mais intenso.

Lindie: Como foi a troca com o pessoal da produção, o pessoal que te ajudou e que trabalhou nesse disco também?

Juliano: O papo com o Renatinho para produzir começou faz um tempo, né? Faz uns... eu nem sei na verdade quantos anos faz, faz muito tempo mesmo, mas era uma coisa muita incerta e tal, eram só umas músicas que eu achava que não tinha a cara do Primos. Quando era uma coisa muito pessoal, na verdade arriscada, coisa que eu tinha medo de ser ruim, eu evitava de jogar pro Primos porque também você não quer botar o outro na fogueira, entendeu? E aí foi mais por isso que a gente foi conversando sobre essa ideia de falar “Pô, se eu fizer o meu disco eu posso arriscar umas paradas porque quem vai se prejudicar é só eu, então tudo bem”. Quando a gente tá sozinho tudo bem fazer uma cagada ou outra porque você não vai comprometer mais ninguém nisso, né? Então foi meio que uma construção muito natural mesmo, de clima sonoros, de referências, de vontade, porque a gente já conversa sobre música há muitos anos, então era uma coisa meio, ah... tava em casa, sabe? Eu tava em casa. Não é que eu tinha que chegar e falar assim “Ah, oi, tudo bem? Essa aqui são as minhas referências”, sabe? Ou “Eu escuto muito isso e eu queria fazer tal coisa”. Não, era o Renatinho, tava lá desde antes, sabe? Então foi muito natural e também tem uma parte que eu acho que foi muito bom que é assim, musicalmente, como instrumentista, pra fazer harmonias, como arranjador, pra abrir voz e essas coisas, eu sou bem limitado. O instrumento que eu toco mesmo é a bateria, mas o violão, piano, eu sei o básico e vou me arriscando numas coisas que é o que eu uso pra compor, são as ferramentas que eu tenho pra compor. Mas assim, eu nunca poderia, por exemplo, uma pessoa me chamar pra tocar violão na banda, sabe? Ia ser um desastre. Então eu sou um cara limitado em várias questões técnicas do processo de fazer um disco, né? É muito louco porque ao mesmo tempo que eu tenho várias vontades e faço as composições, faço a melodia, faço a letra, a parte do produtor foi construir um universo do zero, porque eu não pegava e fazia uma puta demo com tecladão todo focado e um solo de guitarra muito louco, porque eu não consigo fazer isso. Então ele tinha meio que uma folha em branco, assim, no campo da orquestração da música toda pra fazer com as coisas que ele conseguisse e que ele quisesse, né? O que também seria meio perigoso se a gente não se conhecesse porque aí poderia ficar meio que uma cara de um disco que não fosse minha, né? Porque, sei lá, às vezes um produtor pode fazer o erro disso, de jogar só um pacote sonoro em cima de uma pessoa que tá lá com uma uma musiquinha, sabe? Mas como a gente tava em casa, era meio que tudo aquilo que a gente já vinha conversando e aí “Ah, se a gente fizesse mais pra esse lado, mais praquele”, então, ele foi meio que construindo o negócio, sabe?

Lindie: E você acha que o disco final ficou a sua cara?

Juliano: Ficou, mas o mais louco é que antes eu achei que eu ia, assim… de uma forma ou de outra eu tinha um disco na cabeça, né? Mesmo sem saber como ele ia ficar, a gente entra num negócio fazendo projeções e imagina como que o negócio vai ficar, né? E eu pensei “Ah, se tudo der certo vai ficar desse jeito isso aqui que eu tô imaginando”, sabe? E não ficou nada desse jeito que eu estava imaginando, mas foi melhor ainda porque ficou uma novidade pra mim também e que eu me vi totalmente naquilo. Então, meio que tem a minha cara, mas era uma cara que eu nem sabia que eu tinha também, entendeu? Várias vezes a gente ficava conversando e ficava meio, tipo, surpreso com aquilo que estava rolando, sabe? Porque a gente se arriscou mesmo, fez coisas que a gente não tava confortável, não tava acostumado, fomos pra uns timbres, umas coisas assim, né? Então, sim, ficou a minha cara, mas era mesmo assim, além do esperado.

Lindie: Eu vi que vocês já começaram a produzir esse álbum a bastante tempo mesmo e também vi que vocês foram pra uma imersão na Serra da Mantiqueira em 2019. Como é que foi esse momento, esse espaço de tempo pra você?

Juliano: Então, foi muito louco porque a gente já tinha levantado várias bases de várias músicas e num processo longo, que tinha demorado uns quatro meses. De vez em quando ia lá, grava lá, grava aqui e tal, e aí as músicas já estavam mais ou menos com uma cara. Mas aí um tem um amigo meu que me emprestou uma casinha do sítio que ele tem e aí não pega celular, não pega internet nada, e nós fomos, só nós dois. Ficamos lá e foi pouco tempo, assim, duas semanas. Se for pensar no tempo todo que a gente demorou pra gravar esse disco é muito pouco duas semanas, mas intensidade do negócio e a quantidade de coisa que a gente fez ali, na quantidade de tempo que a gente passou falando sobre o disco e tal, foi o período mais importante. Tem muita coisa que nem foi aproveitada de gravação daquela viagem, sabe? Mas ela serviu pra criar o conceito subjetivo do disco. Ela serviu pra dar o clima. É como se aquela viagem tivesse temperado depois todas as nossas gravações. Ficou uma outra coisa porque era só aquilo: acordava, tomava café, fazia som, comia, fazia som, jantava, fazia som, dormia e foi assim, durante quatorze dias sabe? E aí o Caio que é do Primos Distantes foi visitar a gente no meio da história, ele chegou lá, ouviu e viu o que a gente tava fazendo. Nós passamos uns dois dias só bebendo mesmo e ficando de boa, ouvindo as coisas e conversando. Sei lá, é uma representação em matéria de tempo muito pequena, mas de importância é o que deu a cara do disco, sabe?

Lindie: Bacana! E como você define esse conceito subjetivo do álbum? Isso é, se você já não tem um conceito concreto.

Juliano: Sinceramente eu fiquei indo e vindo na minha cabeça durante todo esse tempo de gravação pensando “O que que é? Qual é o conceito desse disco?” e tinha horas que eu pensava assim “Ah, não tem conceito” mas aí eu ficava pensando “Mas não é possível, será que precisa ter conceito ou será que é possível não ter conceitos?”, sabe? Eu fiquei meio pensando livremente assim, tipo, que que é isso que eu tô fazendo, sabe? Porque é mais difícil pra mim pensar num bloco assim de intenções e falar “Eu vou fazer isso e o clima é esse”, as coisas foram sendo construídas espontaneamente. Mas aí até uma coisa que eu tinha desde o começo, desde antes de gravar a primeira música, que ia chamar Barco Futuro, e aí, depois de tudo rolar, eu fiquei pensando porque eu escolhi esse nome Barco Futuro e aí eu vi que que é daí, então tem conceito, com certeza tem. Ele tá meio que dentro de mim e às vezes é difícil de construir ele verbalmente, mas pensando a respeito do que aconteceu e porquê que eu escolhi esse nome, como as coisas foram rolando, eu acho que a relação que eu criei com essas músicas e com esse disco é meio que uma mistura entre muita liberdade e muito medo também, e muito risco. Mais risco do que medo. Tem todo esse universo de construir um barco. Todo o processo envolvido em construir um barco, ele está muito relacionado ao processo em si do que de fato ao resultado, sabe? Meio que são duas etapas muito diferentes, a construção e a navegação. Então eu não estava muito preocupado pra onde eu ia com esse disco, o que eu queria fazer com ele, onde eu queria chegar. É mais a vontade de construir esse discão, sabe? Falar assim “Pô, quero construir ele, quero fazer música”. A minha relação com a música é muito isso, é 100% o prazer de estar e fazer, sabe? Sei lá o que que vai dar, mas é de fazer. É diferente de muitas relações de trabalho que tem muita coisa que a gente faz que está relacionado com resultado, né? E às vezes cê faz umas curvas que cê não tá afim de fazer, mas cê sabe porque você precisa ter aquele resultado, cê precisa chegar lá e aí faz. Então com esse disco é ao contrário, a graça é fazer, é o processo, é um dia depois do outro e aí agora tô com meu barquinho aqui e aí sei lá, agora eu estacionei o meu barquinho pra conversar com você, depois sei lá pra onde esse barquinho vai, tanto faz, porque o negócio é cada dia a gente vai construindo uma peça nova do disco. Por isso eu acho que o conceito é meio esse, aproveitar o durante do som.

Lindie: Eu vi que você lançou alguns singles já com clipes. Queria saber como foi pra você a gravação, roteiro, como foi todo esse processo?

Juliano: Eu não domino, né? Minha relação também com essas coisas de edição e tal, ela é bem de arriscar também, de ficar fazendo. Eu não domino as técnicas, então tudo fica com uma cara meio tosca mesmo. Mas também tem um pouco disso, é um pouco do prazer de ficar mexendo com as imagens que sejam complementares ao som, sabe? E aí a minha ideia é de fazer um vídeo pra cada música e sem ficar pensando muito antes. A ideia é chegar e falar assim “A música é essa? Beleza, então o que que eu posso fazer agora com os recursos limitados que eu tenho pra essa música?” E a ideia é fazer uma abordagem diferente pra cada música, né, então a primeira foi uma coisa meio com relação de duplos, de várias personalidades que a gente carrega e a relação com a cidade. A segunda foi meio que a finitude das coisas e viajar e sair de um lugar, de repente parar de estar naquele lugar, mudar a vida, mudar a rotina. A terceira era uma coisa nostálgica e aí foi o Felipe Franco que fez, que é um cara bem legal que também toca, trabalha com vídeo, com cinema e tal. Isso também teve muito a ver com a música, eu falei “Cara, faz aí o que cê quiser” e a ideia dele foi justamente o que tinha acontecido da minha vida pra fazer aquela música. Faz um tempão, eu tinha visto um VHS da minha mãe e era eu pequenininho, brincando com a minha prima e tal, e aí eu fiz essa música que chama Coragem, só que eu nem falei pro Felipe isso, falei “Faz o que você quiser” e aí ele veio falar “Cara, eu acabei de ver uns VHS antigos aqui e fiquei afim de fazer um clipe com isso” eu falei “Pô, perfeito” sabe? É esse o clima, né?

Aí agora, no último lançamento, já tentei fazer uma animação, bem tosca, mexi num Photoshop como se fosse um Paint. Mas é isso é meio que de novo aquele negócio: como eu tô sozinho eu vou me arriscando numas coisas e tudo bem porque eu não vou prejudicar mais ninguém se ficar ruim. Então eu vou tentando, sabe, vou me divertindo, fazendo e vendo no que vai dar.

Lindie: Você acha que a pandemia te atrasou de alguma forma pra você lançar esse disco ou acha que esse era o tempo necessário para você lançar?

Juliano: Ah não, ela atrasou tudo, ela mudou tudo. O plano era lançar exatamente um ano atrás. Era pra lançar no final do primeiro semestre de 2020. Depois que a gente voltou lá do sítio, ficamos fazendo várias sessões ainda de gravação, com o Lucas Gonçalves também. O Renatinho foi morar lá na mesma casa que o Lucas e ele participou de várias músicas tocando guitarra, bateria, cantando e estava em uma outra fase. O disco passou por várias fases e essa última fase foi uma beleza. A gente ia lá e gravava. Só que aí quando veio a pandemia a gente parou de se encontrar e isso mudou totalmente o ritmo das coisas. E eu fiquei um tempão pensando que o clima tava tão ruim, né? Fora a pandemia, o governo todo cagado, o Bolsonaro fazendo uns absurdos e o clima, além do geral, na minha cabeça tava zero até pra me dedicar a isso, então eu fiquei um tempão meio paralisado. Fiquei um tempo meio com bode mesmo, fiquei travadasso, mas aí aos poucos também eu voltei a me aproximar do disco e tal, e ajudou pra caralho também. Porque era um negócio assim, é isso que eu amo fazer, não posso me distanciar disso, sabe? Tem que voltar, a gente dá um jeito. Então a gente retomou as gravações à distância. Por sorte, tinha muita coisa que estava na fase de mixagem já, sabe? Então isso foi bom porque o Renatinho ficava fazendo várias versões de mixagem, mandava pra mim, a gente escutava junto, ia conversando. Então isso foi viável de fazer à distância, e também o Renatinho tava morando com o Lucas, então tinha coisas que eles precisavam, eles gravavam juntos os dois. Pra mim dava uma puta aflição porque eu ficava aqui e aí é muito diferente, né? Cê não tá lá na hora, às vezes uma nota, uma coisa diferente, se a gente tá junto tudo muda. Mas os caras são bons pra caralho também, então teve muita coisa que eles terminaram lá e aí foi isso. Até conversei com o Lucas sobre isso, que eu estava meio travado de ficar divulgando a música nessa fase e ele falou “Mano, cê não pode parar de fazer o que a gente faz, sabe? Tem que seguir” e é importante e realmente eu fico feliz quando eu vejo que alguém lançou uma parada então fala “Ah vou lançar mesmo e tal”. Então eu voltei com tudo, a ideia é essa. Eu lancei esses quatro singles, cada um com um vídeo, aí agora eu já tô tipo “Vamos lá!”, então o discão vai sair semana que vem e aí depois cada mês mais uma música com clipe, até porque é isso que eu gosto de fazer, então eu vou fazer.

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