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Da esquerda para a direita: Leonardo Ereno, André Santos e Leonardo Simões
Seventeen Sunsets faz convite para rolê virtual e fortalece cena pop punk nacional com midnight lights 
Entrevistas

Publicado porLuisa Pereira

em 14/09/2021

Há alguns anos, filmes como American Pie, Superbad e Projeto X faziam parte da adolescência de muitas pessoas, assim como o pop punk estava presente no mainstream. Quando paramos para pensar nesta época, o que fica é a sensação nostálgica do que outrora foi vivido. É justamente essa lembrança que Leonardo Simões, André Santos e Leonardo Ereno, trio que forma a Seventeen Sunsets, procuraram resgatar em seu primeiro trabalho autoral, o EP midnight lights, lançado em julho.

Bebendo sempre de referências do pop punk, com a banda Blink-182 como a maior delas, Leonardo Simões (vocais e guitarra) e André Santos (bateria) se uniram ainda no colégio, por amor ao gênero e à música. Os caminhos, ainda ligados a essa paixão, juntaram a dupla a Leonardo Ereno (vocais e baixo), em um show em Curitiba que, posteriormente, transformaram uma webamizade em uma banda sólida. Duas semanas antes da ida ao estúdio para a gravação do EP, a saída de um outro integrante deu lugar a Ereno na Seventeen Sunsets.

"Desde que ele entrou, acho que não tenha um dia que a gente não se fale ou produza. Temos uma ideia, entramos em call e discutimos o que podemos fazer de diferente”, conta Leo Simões em entrevista ao Lindie. “Ele entrou duas semanas antes de irmos gravar. Tínhamos a composição, mas o Leo [Ereno] criou as demos. A gente fala ‘se o Leo não tivesse entrado, acho que não teria saído’”, completa ele.

Todos na faixa dos 20 anos, os três têm algo em comum além do amor pela música: o fascínio pelo pop punk. “O pop punk, o emo e todos esses gêneros são os formadores da nossa pessoa, tanto individualmente, quanto em banda. Conforme nós consumimos esse tipo de conteúdo e vamos nos inserindo no meio da música - eu sou músico há alguns anos já - a gente acaba tendo isso 100% inserido na nossa própria vida. Quando decidimos fazer esse projeto autoral, de compor nossas próprias músicas, foi um negócio que fluiu tão naturalmente que às vezes não conseguimos nem explicar direito. Basicamente, é como se tudo isso que a gente escuta e gosta fosse a língua que a gente fala. Então acaba ficando bem natural”, relata Leo Ereno. 

Formada no final de 2019 em Curitiba, a Seventeen Sunsets nasceu como uma banda de covers das músicas dos californianos do Blink-182, passando a aumentar o repertório depois para abranger Neck Deep, With Confidence e Machine Gun Kelly. A inspiração para o start foi, inclusive, o lançamento de “I Think I'm Ok”, parceria entre MGK, Yungblud e Travis Barker para o álbum Hotel Diablo. “A gente já sabia que existiria essa nova onda, vimos que uma galera começou a ouvir pop punk graças aquela música. Eu não pensava em ter banda, sempre sonhei, mas nunca botei em prática e isso foi o que acendeu a vontade da Seventeen Sunsets”, explica Simões.

O conceito de midnight lights

Para o EP de estreia, a ideia chegou em um momento em que eles estavam fazendo, basicamente, o que o conceito de midnight lights passa: ficar um tempo com os amigos. Enquanto Leonardo Simões e André estavam em uma chamada assistindo Superbad, quando imaginaram que seria bacana ter os amigos mais próximos e, é claro, fazer uma festa.

“Deu aquela vontade de fazer uma festa, fazia tanto tempo que não nos víamos e a ideia foi essa: ‘puts, seria muito massa a gente gravar alguma coisa que vai ser lançada em pandemia nesse contexto [de festa] para passar essa mensagem, essa sensação para as pessoas’. Todas as composições foram feitas com base em algum momento que aconteceu quando estávamos juntos”, afirma Simões. “Quando a pessoa escuta nosso ep inteiro é como se ela tivesse ido em um rolê com a gente”, finaliza.

Seja nas letras ou nas artes visuais, a estética acompanha a ideia inicial dos músicos. O clipe de drinking game é o grande exemplo disso, já que simula uma festa dos anos 2000, no estilo dos filmes. Para Leo Ereno, o clipe vai muito além da estética. “O principal é, no final das contas, a gente querer abraçar todo mundo. Tem a festa, a bebida, os copos americanos e tal. Mas também tem os amigos e o quanto é importante para gente estar e viver os momentos da vida com eles. A última faixa do EP fala daquele momento no domingo quando acabaram os roles e a gente está meio que no limbo, sabe?”

Além das influências visuais ancoradas nos filmes americanos, o trio uniu suas referências musicais para produzir um som a cara dos três, com, mais uma vez, muito Blink-182. “Durante o processo de composição montamos playlists para cada música e todas elas tinham Blink-182 em meio a umas outras bem piradas. Também puxamos alguns artistas dessa nova onda do pop-punk, como o Machine Gun Kelly”, revela Ereno. Entre as inspirações para midnight lights também estão Better Weather (With Confidence), Pink Elephant (Stand atlantic) e Enema of the Stage (Blink-182).

As músicas em inglês

A escolha do uso do inglês nas canções e em outros meios de divulgações, como o site da banda, foi pensada de modo a aumentar o alcance do grupo em outros locais, como a Austrália que, há algum tempo, tinha cidades entre as que mais ouviam a Seventeen Sunsets

Próximos passos

Um mês e meio depois do lançamento de midnight lights, o trio se prepara para colocar um novo projeto no mundo. Com a previsão para outubro, o novo EP da banda deve ser ambientado na temática do Halloween, ainda que não seja unicamente sobre o assunto.“Achamos que iríamos lançar o EP [midnight lights] e esperar um mês para descansar”, relembra Ereno. “Não deu um dia e já estávamos planejando o próximo”, emenda Simões.

Após desconsiderar uma versão deluxe do EP de estreia, a Seventeen Sunsets se prepara para explorar coisas que não conseguiu antes. “Estamos tendo o luxo de escolher quais músicas entram e quais não entram”, comenta Ereno. As músicas devem chegar acompanhadas de um clipe, pensado como um curta metragem pelos artistas.

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