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Da esquerda para a direira: Ricardo Malaquias (baterista), André Neto (baixista), Gustavo Martins (vocalista) e Renan Malaquias (guitarrista), da Heartlistener. Todos estão de preto, exceto o André, que aparece de amarelo.
Heartlistener traz metalcore clássico à cena brasileira e se aproxima do lançamento do primeiro disco
Entrevistas

Publicado porLuisa Pereira

em 12/10/2021

Os vocais rasgados e agressivos mesclados com um instrumental melódico dão a identidade da sonoridade da banda Heartlistener, formada por Gustavo Martins (vocalista), Renan Malaquias (guitarrista), Ricardo Malaquias (baterista), André Neto (baixista) e Rhuan Sansana (guitarrista), em Ponta Grossa, Paraná. O grupo se prepara para o lançamento de seu primeiro disco, com data marcada para 14 de janeiro.

O projeto, cujas gravações encerraram em março, chega após o primeiro trabalho da banda, o EP Inner Self (2019), ter sido lançado. À época, por encabeçar a formação da banda, as faixas eram todas composições antigas de Gustavo Martins, que traziam um tom introspectivo às faixas. Como ponte entre o antigo e o novo trabalho, o single Counterfeit, que combina os elementos do EP com os do disco, foi o primeiro a chegar ao público.

O clipe da faixa contou com a interpretação de Gabriel Oliveira, da banda Cefa. “Cara, nós somos amigos de longa data do pessoal da Cefa e, quando eu falei com o Caio, pensamos diretamente no Gab”, conta Gustavo, em entrevista ao Lindie. “Miramos na Courtney [LaPlante], do Spiritbox, e acertamos no Coringa”, brinca.

O gênero musical e o vocal rasgado

Para quem não está habituado a ouvir canções do metalcore, hardcore ou post-hardcore, os vocais rasgados em partes da letra - ou em sua maioria, como no caso da Heartlistener -, podem soar de modo diferente. A escolha do estilo e do modo de cantar, no entanto, foram naturais para os músicos, que sempre gostaram do gênero. 

“Então, ao contrário do que todo mundo pensa, é claro que é uma técnica agressiva às cordas vocais, mas, por exemplo, o vocal Axl Rose, do Guns N' Roses, é uma técnica que é muito mais prejudicial do que a que eu faço apesar de não parecer, sabe? A técnica que eu faço é a Power Fry, que eu não uso diretamente as cordas vocais, uso uma configuração que a passagem de ar faz esse som distorcido. Então não é bem as cordas vocais, mas tem que ter uma preparação sim e pra aprender é bem complicadinho, acaba se machucando no começo e irrita os vizinhos”, relata Gustavo.

Os singles e preparação do disco

Wolf Among Us, single seguinte, trata do descaso político com a calamidade sanitária enfrentada durante a pandemia. A faixa marca a mudança de postura da banda de forma lírica. “No lançamento dessa música nós perdemos bastante seguidores, mas ganhamos o dobro. A faixa foi um divisor de águas , nunca fizemos uma letra desse tipo, estava muito entalado tudo isso. A recepção foi maravilhosa, tanto dentro do Brasil, quanto fora”, relembra.

O single mais recente é Dreamweaver, com elementos mais melódicos, mas com uma letra mais profunda. “Esse álbum vai ser mais pesado, tanto liricamente falando, quanto instrumentalmente, mas, ao mesmo tempo, ele também vai ser mais melódico, sabe? Nem todas são letras introspectivas e tem algumas letras que falam desse momento político social em que estamos vivendo, mas também, no ano passado, a mãe do Renan e do Ricardo acabou falecendo e tem algumas letras que abordam isso também, esse processo de luto, aceitação, etc”, explica ele. 

A mixagem e masterização das faixas foram feitas por Lucas Guerra, produtor e vocalista da banda Pense.

Ouça Heartlistener:

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